Fatto a Mano vê seu público mudar e cresce 32% em um ano

Com 30 anos de mercado, e pouco mais de três de franchising, a marca de moda masculina Fatto a Mano viveu bons momentos nos últimos anos. De acordo com a gerente de expansão da rede, Daniele Alves, a marca cresceu 32% em número de unidades, em 2017. A razão para isso foi o próprio crescimento orgânico da rede, com a abertura de mais unidades pelos mesmos franqueados.

Essa mesma estratégia continuará sendo adotada em 2018, mas ainda haverá espaço para novos empreendedores. A expectativa é fechar o ano com 40 novas lojas, somando as 120 já existentes. “Nos preocupamos muito com o resultado dos franqueados e a resposta disso é que eles resolvem abrir mais franquias. Temos toda uma equipe de treinamento que acompanha o sucesso do franqueado”, afirma Daniele.

Um dos fatores que ajudou a marca a alavancar sua presença nos últimos anos foi a migração do público. Apesar de ser uma rede de moda masculina, as mulheres eram o principal consumidor, até poucos anos atrás. Hoje, 80% dos compradores são os próprios homens.

Confira na entrevista a seguir quais são os novos passos da marca e como a rede avalia o atual momento do mercado têxtil no Brasil.

 

Como foi o ano de 2017 para a Fatto a Mano?

A marca cresceu muito, somos a maior franquia de moda masculina em todo o Brasil. Já conquistamos diversas praças em São Paulo. Os próximos focos de nossa expansão são Minas Gerais e Nordeste. A preferência da marca é expandir com quem já é nosso franqueado.

 

O que justifica o crescimento de 32% em um ano de crise?

Nesse momento da economia, acredito que foi principalmente o fator do custo/benefício. Nossas peças são de qualidade e têm custo acessível. Atendemos público B e C, que é o principal consumidor do Brasil no momento. Isso também norteou nossa expansão para pontos estratégicos. Hoje temos 120 franquias e dez lojas próprias.

A expectativa para 2018 também é alta, estamos crescendo mais do que esperávamos. Esse ano queremos abrir 40 novas lojas e chegar a 300, em 2020. A ideia é expandir com quem já é nosso franqueado, mas estamos prospectando novos investidores até o final de 2018.

 

Quais são os desafios atuais do mercado de moda masculina?

A economia principalmente. As pessoas não estão consumindo tanto, mas o mercado mudou muito de três anos para cá. O homem está mais vaidoso, o perfil de consumo mudou. Antigamente, a maior parte dos nossos clientes eram mulheres comprando para homens. De três anos para cá, os próprios clientes passaram a comprar para si mesmos em nossas lojas. Hoje, 80% dos nossos clientes são homens.

 

Como enxerga o mercado de franquias atualmente?

Inicialmente, 2018 está bem parecido com 2017, o que para nós é ótimo. Estamos com excelentes expectativas para o segundo semestre.

 

Qual o perfil do franqueado que vocês procuram?

Procuramos quem já tem experiência em comércio e varejo. Não queremos só um investidor, precisa atuar na loja. As franquias que mais dão certo são as que o franqueado está presente e é isso tipo que procuramos.

 

Quais são as condições da franquia?

O investimento total gira em torno de R$ 200 mil. Isso inclui a taxa de franquia de R$ 50 mil, o enxoval inicial, de R$ 100 mil e capital de giro, de R$ 30 mil. O valor de obra gira em torno de R$ 50 mil. Cobramos 5% de royalties sobre o faturamento bruto. Se o franqueado vender, é sucesso da marca. Damos muito treinamento para que eles consigam vender e ter resultado. Também há 2% de fundo de propaganda.

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