Franqueado sem franquia: a nova aposta da Limpidus

por Paulo Gratão

Com quase 40 anos de existência, e perto dos 30 de franquia, a Limpidus acumula uma sólida experiência no setor. O presidente, Fernando Sodré, diz já ter visto de tudo durante esse tempo, mas sempre se manteve firme no propósito da empresa. Razão pela qual soma 150 unidades em duas décadas. No exterior, a rede já atua na Argentina, Colômbia, Estados Unidos, Panamá e, em breve, Portugal e Índia.

A receita de Sodré parece ter dado certo, pois o crescimento da empresa em 2017 foi de 12%, acima da média do setor. “Apesar de positivo, é baixo para os nossos padrões. Nossa média é entre 20% e 25%. Em 2016 crescemos 20%”, explica.

O executivo concedeu uma entrevista exclusiva ao portal O Melhor das Franquias e falou sobre os planos para 2018 e o novo modelo de franquia que pretende implementar nos próximos meses. Confira os principais trechos a seguir:

 

Como você avalia esses últimos anos para a Limpidus?

Foram anos bons. Já tivemos melhores, mas não zeramos, então foram bons. Temos um sistema que atende o varejo. Se eles estão bem, nós estamos bem.

 

De alguma forma, a Reforma Trabalhista ou a Terceirização da atividade-fim podem beneficiar o negócio da Limpidus?

Há uma oportunidade na rede hoteleira. Por alguma razão, a arrumação de quartos é considerada atividade-fim em hotéis e nós só podíamos atuar em áreas comuns. Agora, teremos mais campo para trabalhar.

 

Como vai funcionar o novo modelo de Regional Máster que vocês têm testado?

Vai ser um franqueado que dará suporte a redes locais, focado na prospecção de novos clientes e garantir a qualidade do atendimento. O recebimento dos serviços continuará sendo feito por meio da franqueadora. Já tenho uma em Manaus, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e vou abrir na Bahia, Espírito Santo e Curitiba. É o modelo que será levado para a Índia também.

 

Depois de todos esses anos atuando em limpeza comercial, como você avalia a evolução do setor? E o boom de franquias focadas em limpeza residencial?

Nossa perspectiva é que o mercado se profissionalize cada vez mais. Nós continuaremos dessa forma, pois não temos interesse em limpeza doméstica. No corporativo há regras que devem ser seguidas dos dois lados, com pessoa física não é assim. A limpeza corporativa evoluiu muito no Brasil. Antigamente comprava-se número de pessoas, por exemplo, ‘preciso de x pessoas para limpar tal coisa’. Agora é por serviço, principalmente aqui na Limpidus, e os clientes perceberam isso. Nosso preço é por serviço e não por pessoa.

 

Qual o perfil do franqueado que a Limpidus procura para abertura de novas unidades?

Nasci como limpeza e me tornei franquia quando vi que não ia mais conseguir gerenciar mil funcionários. O modelo seria a solução para os meus problemas e continuaria a crescer com o olhar de dono. Não quero perder isso. Acredito no modelo tradicional de franqueado. A principal exigência é ter presença no dia a dia. Quando identificamos que ele não pretende assumir a gestão, não aceitamos.

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