The Burger diz oferecer padrão Outback a preço de McDonald’s

Depois de 30 anos como operação própria, a rede The Burger alçou voo rumo ao franchising há pouco mais de seis meses. De acordo com o CEO, Antonio Wagner, todo o projeto original foi modificado há um ano para que pudesse ser franqueado com sucesso. “Passei do fast food para o casual dinning”, afirma. Atualmente há lojas em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Piauí.

A questão é: ainda cabem mais hamburguerias no franchising brasileiro? O segmento teve um estouro há alguns anos, proliferou e hoje, para muitos, está “saturado”. Wagner aposta que ainda há espaço e que tem uma receita que o diferencia dos demais. De acordo com o executivo, o diferencial da rede é a qualidade mesclada a preço baixo. “Você come na minha loja com padrão Outback e Madero, mas paga preço de McDonald’s e Burger King”, afirma. O preço médio da refeição é de R$ 16,90.

Saiba mais sobre a The Burger, a visão do empreendedor sobre o franchising brasileiro e os planos de expansão na entrevista, a seguir:

 

Já existem diversas hamburguerias no franchising. O que a The Burger traz de diferente para o franqueado?

Proporcionamos um produto diferente do que é vendido atualmente. Criamos um blister de mix de quatro queijos que não existe no mercado. Isso potencializa o sabor do hambúrguer e traz ganho de tempo e custos para o franqueado. Além disso, as redes podem ter o melhor pão do mundo, mas se a apresentação não for boa, a experiência não é legal. A nossa apresentação é diferente: o cliente recebe o pedido em uma tábua de churrasco e não em um prato convencional. Só isso já o surpreende.

 

Quais são as oportunidades que vocês enxergam nesse mercado?

As pessoas não querem só comer um lanche, elas querem gerar uma experiência de consumo. Nessa disputa entra desenvolvimento de produto, gestão, alta performance e atendimento. Isso vai determinar muito lá na ponta. Quando você entende seu cliente, não tem exagero nem desperdício. É tudo na dose.

 

Qual o perfil de franqueado que vocês procuram?

Procuramos franqueado operador, porque o potencial de sucesso é maior. Hoje temos as melhores ferramentas de mercado para que o negócio consiga se concretizar. Depois da loja pronta é fácil, o que vem antes é que dificulta e é nisso que trabalhamos arduamente. Cerca de 80% dos leads desconhecem o mercado de franquia. Não sabem onde estão entrando. Quando você começa a explicar, se aprofundar, ele começa a ter consciência do que é o negócio. Se perguntar para que ele quer uma franquia, a maioria vai dizer: “porque é um negócio que dá certo, que não tem como dar errado”. Não é por aí.

 

Como funciona a operação da The Burger?

Eu gabaritei toda a cozinha para que não haja desperdícios e o franqueado consiga rentabilizar mais. É como um Lego, com módulos operacionais. Temos o fluxograma de montagem na frente da linha de produção.

 

Qual o investimento e os modelos de franquia que vocês oferecem?

Temos os formatos Master e Standard. Este último tem investimento de R$ 300 mil a R$ 500 mil e a Master de R$ 500 mil a R$ 800 mil. Os royalties mensais são de 5%.

 

Na sua visão, o que determina o sucesso de uma franquia?

Não é uma coisa só, são vários fatores que influenciam um grande impacto para que o negócio tenha sucesso. Isso envolve planejamento estratégico bem definido. Além disso, 60% de uma franquia é ponto comercial: quanto o investidor vai investir na loja para que não fuja do orçamento do franqueado? O grande desafio das redes hoje é ter produto com personalidade. Se o único comparativo do cliente é o preço, fica muito fácil trocar o estabelecimento por outro mais em conta.

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